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Tripas à moda da minha avó

Desde criança os meus domingos sempre rimaram com tripas. É dia da família se reunir e nada melhor que uma refeição abundante com os que mais gostámos.
Segundo a lenda, remonta ao período dos Descobrimentos, quando as duas margens do Porto testemunharam a construção das naus. Reza a história, que o Infante D. Henrique, filho de D. João I, pediu aos habitantes do Porto todo o género de alimentos. Todas as carnes que a cidade tinha foram limpas, salgadas e levadas para as embarcações, ficando a população sacrificada unicamente com os miúdos para confecionar, incluído as tripas. Deste sacrifício surgiram as Tripas!

Quanto à receita, aqui vai!
avam-se as tripas muito bem e esfregam-se com sal e limão. Cozem-se em água e sal. Limpa-se a mão de vitela e coze-se.
Noutro recipiente cozem-se as restantes carnes e o frango. Estas carnes tiram-se à medida que vão cozendo.
Coze-se o feijão já demolhado com as cenouras às rodelas e uma cebola aos gomos.
Pica-se uma cebola e estala-se uma colher de banha. Juntam-se todas as carnes, cortadas em bocados (incluindo as tripas, o frango, enchidos, etc. ). Deixa-se apurar um pouco e introduz-se o feijão. Tempera-se com sal, pimenta preta moída na altura, o louro e a salsa. Deixa-se apurar bem.
Retira-se a salsa e serve-se em terrina de barro ou louça, polvilhados com cominhos, salsa picada e acompanhado com arroz branco seco.