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Os Recantos de Vila Nova de Gaia

Neste roteiro começamos por visitar a freguesia de pescadores de São Pedro da Afurada. A sua história é dada a conhecer no Centro Interpretativo do Património da Afurada (CIPA), instalada num antigo barracão de material de pesca. O museu mostra a história da comunidade através de filmes, fotografias e objetos como lemes, lanternas e barcos em miniatura feitos por artesãos locais, entre outros elementos que retratam o trabalho e a vivência da comunidade.

Conhecer Gaia é conhecer a broa de Avintes, que teve os seus tempos áureos nos séculos xviii e xix. Já o século xx foi atribulado. Nos anos 1960, os produtores tiveram de se agregar numa panificadora única. A broa passou a ser feita em fornos não tradicionais. 

Vestígios do tempo em que o milho utilizado para a broa era o plantado nas margens do Febros e transformado em farinha nos moinhos ao longo do seu curso podem também ser descobertos ao longo do primeiro trilho homologado pela autarquia. O trilho do rio Febros (com 4,5 quilómetros, das traseiras do Parque Biológico ao Cais do Esteiro), sinalizado desde 2015, permite testemunhar a importância dos moinhos e da rica fauna e flora ao longo do rio.

xplorada uma das zonas mais rurais de Gaia, rume-se ao centro urbano. Acima das caves de vinho do porto, o metro, a mancha de prédios altos ao longo da Avenida da República, e o seu movimento relembra ao viajante que este está numa grande cidade. E no centro não falta o que fazer. Imperativo é visitar a Casa-Museu Teixeira Lopes, a primeira casa-museu pública em Portugal. Construída entre 1890 e 1907, acolhe as coleções do escultor, as suas obras e estudos e também o núcleo Diogo Macedo, historiador de arte, crítico, colecionador e artista. Na coleção destacam-se os modernistas Almada e Amadeo, mas também estão aqui os naturalistas e uma rara coleção de «arte negra».